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É preciso algum atestado de saúde para que o animal possa viajar?
O animal deverá estar com as vacinas em dia e ter um atestado de saúde específico para aquela viagem aérea. Se não for possível comprovar as vacinações, será preciso aplicar novamente dentro de um prazo mínimo antes do voo. Em geral, são ao menos 30 dias antes da viagem, mas é melhor consultar a companhia aérea para evitar dúvidas.
Sobre o atestado de saúde do seu animal, cada empresa também tem sua regra. No entanto, se o atestado foi emitido dentro de um período de 10 dias antes do voo eles serão aceitos sem problemas. Na dúvida, é sempre bom procurar um veterinário e pedir um atestado para a viagem.

Existe a necessidade de algum “preparo” do animal para a viagem?
Nunca se sabe como o cão irá se comportar em uma situação pela qual ele não está acostumado a passar. Na hora de comprar as passagens, priorize a compra de pequenos trechos. Assim será possível ir controlando o nível de stress pelo qual o animal está passando, além de conseguir ajudá-lo a minimizar os efeitos do longo tempo dentro da caixa.
É sempre válido ir fazendo uma adaptação prévia dele na caixa de transporte que será usada. A ideia é fazer pequenas viagens de carro para que o seu comportamento seja analisado.
Os atestados médicos servem apenas para um respaldo da empresa em relação a alguma doença pré-existente no animal que possa comprometer sua viagem e trazer algum transtorno para o dono e a empresa.
No dia do embarque, antes de entrar no avião, recomenda-se que o cão dê uma volta para fazer suas necessidades e assim não tenha tantos problemas durante a viagem.

Como devem ser as caixas de transporte para os cães?
Cada cia aérea tem sua própria regra. Porém, algumas normas são comuns a todas elas:
- A caixa deve ser feita de material rígido e resistente;
- Deve ter uma trava de segurança que impeça o pet de sair facilmente;
- A caixa deve ter um tamanho suficiente para que o cão se movimente lá dentro;
- Deve ter um reservatório de água no formato de uma “garrafinha com canudo” para evitar que a água seja espalhada. (Se o cão não estiver acostumado a usar, é preciso fazer uma adaptação prévia).
Uma dica importante é sempre forrar a caixa com um tapete higiênico e deixar uma roupinha mais quente ou manta para que o cão se proteja se sentir frio. A área do porão do avião costuma ser muito fria.

Cães pagam passagem?
Sim. O preço costuma variar de empresa para empresa e depende do tamanho do cão. Para transportes na cabine os preços variam de R$ 200 à R$ 300 para voos nacionais e de R$ 600 à R$ 850 para voos internacionais.
Já para os cães que precisam ir no porão, os preços variam de R$ 650 à R$ 900 para voos domésticos e de R$ 800 à R$ 1.300 para voos internacionais.

O que determina se um cão vai na cabine ou no porão?
Na cabine só podem ir cães de colo ou de pequeno porte. Nesse caso, as caixas precisam ficar abaixo do assento e o animal precisa permanecer na caixa durante toda a viagem.
Cães médios e grandes precisam viajar no porão. Nesse caso, é obrigatório o uso da caixa adequada, forrada com um tapete higiênico para evitar a propagação de odores.
Se o cão for viajar no porão, seu desembarque não será pela esteira e sim pela área de retirada de bagagens, que pode variar dependendo do aeroporto.

Como são as regras para chegar com os cães em outros países?
Cada país tem suas próprias leis. Então se você vai levar seu cão para qualquer país ou trazer qualquer cão para o Brasil, é preciso ficar atento a 3 itens principais:
- Se a espécie do animal é aceita no país;
- Quais vacinas, exames e procedimentos médicos são exigidos;
- Com qual antecedência deve ser emitido o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) que é emitido pela Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) situadas em aeroportos, portos e postos de fronteira nos estados. Para quem costuma viajar muito pelo Brasil ou países do Mercosul, a sugestão é Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. Esse documento serve como atestado de saúde no Brasil e substitui o CZI na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e na Venezuela. Ele prevê o uso de um microchip, garantindo ao animal uma identificação eletrônica.